segunda-feira, 29 de junho de 2009

Daquele Padre (Antonio Vieira)

“Si dixero quia no scio, erro similis vobis, mendax!” (João 8:55)
OU
“Se disser que não o conheço, serei mentiroso como vós”

Mal é dizer mal, mas depois de o haverdes dito, dizerdes ainda que dizeis bem, é um mal sobre outro mal, porque é estar obstinado nele.
Influiu o céu na terra a justiça, e nasceu nela a verdade; a verdade é filha legítima da justiça, porque a justiça dá a cada um o que é seu. E isto é o que faz e o que diz a verdade; ao contrário da mentira. A mentira ou vos tira o que tendes, ou vos dá o que não tendes; ou vos rouba, ou vos condena.
O mesmo não se passa nos vícios. Se o clima influiu (favorece) soberba nasce a inveja, se influi gula nasce a luxúria, se influi cobiça nasce a avareza, se influi ira nasce a vingança. E para nascer a mentira, que é o que influi? OCIOSIDADE! Onde o clima influi ócio, dá-se a mentira a perder. Nasce, cresce, espiga, e de um não-sei-quê, do pequeno com um grão de trigo, podeis colher mentiras aos alqueires.
O que aprendo com isso? Que toda mentira nasce da ociosidade, nasce de quem não tem nada o que fazer.
Agora que você sabe, o que vai fazer da vida?!
(Adaptação minha..,)

Passa boi, passa boiada!

Um pregador visitante chocou-me com sua pregação sobre o rei Saul, no principio de seu reinado na noite de domingo (28/06).
A história se dá no capítulo 10 de I Samuel o profeta (grande homem!!)
Saul tinha sido ungido rei, porém o texto permite-nos entender que tanto não assumiu de imediato o reino, como também não disse a família e amigos próximos o que lhe havia ocorrido quando foi procurar as jumentas de seu pai e seu tremendo encontro com o profeta Samuel.
Bom, “terra que ninguém manda, mando eu!”. Se alguém não inventou este ditado acabo de inventá-lo!
Os Amonitas, beduínos, sem paradeiro certo e com o péssimo hábito de saquear o alheio se propuseram a invadir os povoados de Israel e levar “na caruda e no braço” o que eles haviam, com muito esforço, adquirido com o tempo.
Em tempos de negociações quem tem a melhor oferta leva, não é assim?! Veja a oferta dos amonitas e a contra-oferta dos israelenses:
1
¶ Então subiu Naás, amonita, e sitiou a Jabes-Gileade; e disseram todos os homens de Jabes a Naás: Faze aliança conosco, e te serviremos.
2
Porém Naás, amonita, lhes disse: Com esta condição farei aliança convosco: que a todos vos arranque o olho direito, e assim ponha esta afronta sobre todo o Israel.
3
Então os anciãos de Jabes lhe disseram: Deixa-nos por sete dias, para que enviemos mensageiros por todos os termos de Israel, e, não havendo ninguém que nos livre, então viremos a ti.
4
E, vindo os mensageiros a Gibeá de Saul, falaram estas palavras aos ouvidos do povo. Então todo o povo levantou a sua voz, e chorou.

Bonzinho esse Naás não?!
- Se não der o olho direito entro e arrebento!
Israel tinha um rei que não reinava. E onde estava Saul que não estava reinando? Estranhamente estava trabalhando na fazenda de seu pai como boiadeiro.
Enquanto estava cuidando de bois gente estava chorando, padecendo, sofrendo com as ameaças dos amonitas.
E aqui começa a grande lição:
Sempre haverá sofrimento para outros (família, amigos, parentes, etc..,) quando estivermos fora de nosso lugar. Saul deveria estar no palácio, ocupando-se das coisas do reino, e, por causa de sua omissão uma tragédia estava prestes a acontecer.
Ainda dá tempo para mim e para você, como deu para Saul, deixarmos nossa “junta de bois” e começar a agir corretamente.
Eu já parei a boiada, comecei a preparar a madeira, e já vou começar matar os bois. Ninguém na minha família irá sofrer por causa de minha negligência, de minha omissão. Vou governar com sabedoria de Deus. Vou assumir meu papel de marido, de Pastor, de amigo, de irmão e tudo mais, e ver assim a benção de Deus sobre todos.
Paz de Deus!!

A brevidade da vida.

E nós ainda continuamos pensando que vamos durar para sempre!
Fazemos planos jurando que teremos tempo para realizá-los, e então: Pimba!!
O imprevisível, o inesperado, o indesejável.
Uuuffaaa, ainda bem que não foi comigo!!
E vamos prosseguindo, sonhando, planejando, etc.., etc.., e então: Pimba! Mais um!
Então choramos, lamentamos, sonhamos, planejamos, e a vida assim prossegue.
"O homem é como um sopro; os seus dias como sombra passa" (Salmista Davi)
"O homem é como a erva e a flor do campo: seca a erva e a flor murcha" (Profeta Isaias)
Pimba! Mais um!!

Imagens do dia - Álbum de Fotos - UOL Notícias

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O que faremos agora?!

Meu Deus!
Michael Jackson morreu!!
E agora?!! O que a gente faz?!

Aquela língua!

"Errat, si quis existimat servitutem in totum hominem descendere: pars melior ejus excepta est"
OU
"Quem cuida que o que se chama escravo é o homem erra, e não sabe o que diz: a melhor parte do home, que é a alma,. é isenta de todo domínio alheio, e não pode ser cativa" (Sêneca)

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Aquela língua!

"Ascendens in altum captivam duxit captivitatem"
OU:
"Quando ele subiu ao alto, levou cativo o cativeiro" (Efesios 4:8)

O encontro!

O encontro!
por Ariovaldo Ramos

-Pastor, hoje eu tive um encontro de terceiro grau com Deus, e preciso da sua ajuda!

-Como um encontro de terceiro grau?

-Pessoal, pastor, face a face!

-Hoje, você esteve com Deus como... Moisés?

-Isso pastor! E preciso da sua ajuda!

-Por que uma pessoa que esteve pessoalmente, ao vivo e a cores, com Deus, precisa de minha ajuda, ou de qualquer ajuda?

-Por que apareceram dois, pastor!

-Dois... Como assim?

-Deus! Apareceram dois seres! E ambos disseram ser Deus!

-Ao mesmo tempo?

-Não, pastor, primeiro veio um e depois veio outro, e eu preciso que você me ajude a descobrir qual dos dois é Deus, de fato!

-Não sei se posso ajudar... Como era cada um?

-Iguais, absolutamente iguais, apareceram com a mesma face, jeito... Tudo!

-E a fala? Falaram a mesma coisa?

-Ah! Isso não! O primeiro chegou, eu estava no quarto, não tive medo, ao contrário, veio uma enxurrada de tranqüilidade. Aí ele disse: Tenho ouvido as suas orações, percebo sua preocupação com as pessoas em seu sofrimento, com a violência, com a injustiça. Sua preocupação com os rumos da minha Igreja, com a pregação enganosa, com a distorção do evangelho. E ouço todas as vezes que você pergunta o porquê da minha aparente não interferência.
Eu vou interferir, vou botar a casa em ordem! Quanto ao sofrimento, por enquanto é assim, é o custo da queda, afinal, graças à desobediência de vocês, o mundo jaz na maldade. Mas, no fim, os justos florescerão, sua diferença será percebida por todos os outros que jogaram fora a oportunidade que lhes foi oferecida. E quanto a esses falsos pregadores: eles não perdem por esperar, serão expostos: um a um!
Essa foi a fala do primeiro. Falou e sumiu!

Enquanto eu meditava nessas palavras... Apareceu o outro. Do mesmo jeito! E, mais uma vez, eu não tive medo, pelo contrário, veio uma enxurrada de tranqüilidade. Aí ele disse: Tenho ouvido as suas orações, percebo sua preocupação com as pessoas em seu sofrimento, com a violência, com a injustiça. Sua preocupação com os rumos da minha Igreja, com a pregação enganosa, com a distorção do evangelho. E ouço todas as vezes que pergunta o porquê da minha aparente não interferência.
Nós vamos interferir, vamos botar a casa em ordem! Entenda, sofremos com vocês! E, desde antes da criação, nós fizemos tudo o que precisava ser feito para acabar com esse sofrimento, vocês viram isso manifesto na morte do Cristo, e que a sua ressurreição o demonstrou. Mas entenda, há certos princípios que nós temos de respeitar! A vida é rara e muito frágil, se nós quebrarmos os princípios, que nós mesmos estabelecemos, a vida deixará de existir e, com ela, o universo. O sofrimento terá fim, e haverá justiça; é para isso que trabalhamos até agora.
Quanto aos erros grosseiros, nós os vemos e lamentamos, mas, tínhamos de decidir, diante do que aconteceu, antes de acontecer, como acabaríamos com a maldade que, em vocês, achou expressão; com a agravante, que a única maneira de acabar com a maldade é acabar com os maldosos. E vimos que há duas maneiras de acabar com os maldosos: ou os destruímos, ou os convertemos. Nós decidimos pela conversão.
E para que vocês pudessem ser convertidos, tínhamos de perdoá-los em primeiro lugar, por isso, nós sempre nos aproximamos de vocês a partir do perdão que lhes estendemos. Assim, insistiremos na conversão de vocês até o fim. E quando convertemos um de vocês, é uma maravilha! Porque nós marcamos com fogo no coração de vocês a nossa lei, e a nossa lei é o amor. E aí vocês mudam de vida, por entenderem que é amando que se vive, que é perdoando que se convive, e que é servindo que se estabelece a justiça. Sei... você está pensando: mas eles já são convertidos! Pois é, nós insistiremos na conversão de vocês até o fim.
Essa foi a fala do segundo. Falou e sumiu!

Então, eu vim correndo para falar com você: Qual dos dois é Deus? A quem devo ouvir e seguir?

-Ai meu Deus! Não sei lhe dizer... me vi muito na fala do primeiro, e fiquei envergonhado na fala do segundo.
Acho que temos de pedir ajuda. Por favor nos ajudem... Para vocês... Quem é Deus?

VAI TOMAR O ÚLTIMO LUGAR!

VAI TOMAR O ÚLTIMO LUGAR
Lucas 14:10-14

MINISTRAÇÃO DE UM PADRE (ANTONIO VIEIRA) QUE APESAR DE NÃO TER CONHECIDO APRENDI A AMAR SEUS SERMÕES.

“Não há vício mais descortês que a soberba, nem mais descomedido que a ambição”

Nesta parábola o evangelista não diz o lugar que deram na mesa para que Jesus se assentasse, mas diz, que os convidados sem cortesia nem polimento, todos procuravam e ainda contendiam sobre os primeiros lugares. Esta foi a ocasião e este o ponto da doutrina que Cristo passou a lhes ensinar, e, por isso era ela moral, e juntamente política.
O Senhor Deus fez este mundo em forma circular, para evitar a contenda dos lugares, não sendo por isso justo que desigualasse o lugar os que tinham sido criados por ele. Mas, como a soberba e a ambição perverteu a igualdade desta ordem com outra ordem desordenada de primeiros, segundos, terceiros e até últimos lugares, e os fariseus na mesa lutassem pelos primeiros, este foi o vício que o Senhor observou nos seus observadores.
Na eleição dos lugares notava-os o Senhor de pouco juízo, e na maneira de cada um se preferir e antepor aos outros, de pouca cortesia. E estes dois desprimores (pouco juízo e pouca cortesia), nascidos ambos do mesmo vício da ambição e soberba, repreendeu e emendou o soberano Mestre com um só documento: “Quando fores convidado à casa e à mesa alheia, não deveis tomar os primeiros lugares, senão o último”.

Todo homem neste mundo deseja melhorar de lugar. E nenhum se acha em tal posto, por mais alto e sossegado que seja, que não procure subir a outro melhor. E esta inclinação própria da natureza racional, age como se fora razão e não apetite.
Primeiro nasceu no céu com os primeiros racionais (inteligentes) que são os anjos, e depois propagou-se na terra com os segundos, que somos nós os homens.

*Lúcifer no céu, tendo a suprema cadeira entre as hierarquias angelicais, não aquietou-se naquele lugar, e quis igualar o seu com o do mesmo Deus (Isaías 14:13).

*Adão na terra, tendo o absoluto domínio de todas as criaturas dos três elementos, não coube nem se contentou com um império tão vasto, e em uma corte tão deliciosa como o Paraíso, também quis melhorar de lugar: “E sereis deuses” (Gênesis 3:5).
E que filho há deste primeiro pai (Adão), de quem todos nascemos, que não herdasse dele a altivez sempre inquieta desta mesma paixão?

*Os discípulos de Jesus, antes de descer sobre eles o Espírito Santo, contendiam sobre qual era o maior (Lucas 22:24). A ocasião, porém e o motivo desta contenda é digna de admiração. E qual foi? O Senhor Jesus acabava de lhes revelar que ia a Jerusalém onde morreria, e no mesmo ponto começaram todos a contender, porque logo aspirou cada um suceder a Jesus no seu lugar.
Tiveram o atrevimento doze pescadores para quererem suceder ao filho de Deus, e lhe pleitear o lugar estando ele ainda vivo.
O senso comum admite que no mundo há lugares, mas nega que haja lugar melhor. E por quê? Porque a melhoria não está no lugar, senão na pessoa que o ocupa. Por mais alto ou mais baixo que seja o lugar que ocupamos, se somos bons, será o nosso lugar bom, e se somos melhor, será melhor; mas se somos maus e piores, também será mau e mais que mau esse lugar.

Diz Cristo, Senhor nosso, que “sobre a cadeira de Moisés se assentaram os escribas e fariseus” (Mateus 23:2). E quem foi Moisés, e quem eram os escribas e fariseus?
Moisés foi o maior santo de seu tempo, e os escribas e fariseus eram os mais pecadores do seu. Pois, se estavam assentados na mesma cadeira de Moisés, por que não eram como ele? Porque os homens são os que dão a bondade ou melhoria aos lugares, e não os lugares aos homens. Se formos bons, ainda que a cadeira seja dos escribas e fariseus, será bom o nosso lugar; e se formos maus, ainda que a cadeira seja a de Moisés, nem por isso o nosso lugar será bom.

Que melhor lugar existia que o céu e o paraíso?
E nem o céu fêz Lúcifer bom, nem o paraíso fez bom a Adão. Jeremias, ao contrário, tão bom era no cárcere como no púlpito, e Jó tão bom no mulador (monturo, esterqueira) como no seu palácio. Sem dúvidas o melhor lugar no mar era estar no navio do que o ventre do peixe, e Jonas foi melhor mais no ventre do que no navio.
Assim entendemos que os lugares, por si mesmos, não são bons nem maus, nem há lugar melhor ou pior. O lugar que tem hoje Matias não foi o mesmo de Judas? Foi dado a ele o mesmo lugar, e não outro. Se formos como Judas, não nos há de fazer bom o lugar de Matias, e se formos como Matias, não nos há de fazer mau o lugar de Judas. Se queremos o melhor lugar de todos façamos por ser o melhor de todos e logo o nosso lugar, qualquer que seja, será também o melhor.
Mas todos querem melhorar de lugar, e ninguém quer melhorar de vida.
Conclusão a que chegamos: “Não há lugares melhores nem piores, para que ninguém se descontente do seu, senão de si mesmo.”

Acréscimos meus:
Nós temos feito o mesmo que os fariseus no nosso dia-a-dia?
Temos procurado os primeiros e “melhores” lugares?
Temos inquietaddo nossa alma nesta busca?
Quando ouço as famosas ministrações sobre prosperidade, sobre ser “cabeça e não cauda”, sobre ter o “melhor” desta terra, fico pensando se não estamos sob a influência desse espirito fariseu que se avalia pelo que é e pelo que tem. Fico pensando se já EVOLUIMOS para LAODICÉIA (igreja do apocalipse), cuja caractesrística é a AUTO-SUFICIÊNCIA e independência de Seu Senhor.
E você o que acha?

O Senhor nos conceda graça e discernimento para sermos dÊle sempre e completamente.
Pastor Ismair. (prismair.50@hotmail.com)

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Pai procura!

Procura-se!
Quando observamos a vida de Jesus Cristo apenas no prisma de sua morte e ressurreição, perdemos a oportunidade de vê-lo como uma pessoa insuperável, carismática e extremamente amorosa. O final dessa observação, certamente nos levará a vivenciar um cristianismo amputado, incompleto, legalista e frio; enquanto o seu fundador exalava graça em suas atitudes e palavras.
Em uma de suas muitas provas de amor, Jesus resolveu encontrar-se com alguém que era de má fama em sua cidade, uma mulher marcada por sua própria história, uma vida despedaçada pela insaciabilidade do seu coração e atormentada por uma sede existencial de proporções incomensuráveis ante os olhos da humanidade. Uma mulher sedenta de Deus! Uma sede, maior apenas que seu desejo de completar-se como mulher, sendo feliz em uma união conjugal. Jesus encontrou-se com uma pessoa que possuía um vazio que só Ele poderia preencher. E Jesus a preencheu!
Mas o que mais me impressiona nesta belíssima passagem é a pergunta que a samaritana faz a Jesus no verso 20, após certificar-se (v.19) que realmente Jesus era um profeta por ter manifestado algo de sua vida pessoal: “Nosso pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar”
O que de belo há nesta história é o fato de uma mulher, comprovadamente adúltera, carregar este anseio em seu peito, sobre o lugar em que Deus poderia ser verdadeiramente adorado. Um anseio que jamais suspeitaríamos existir em tais pessoas.E tão espetacular quanto a pergunta é a resposta que Jesus irá dar a mulher: “mulher.., crê-me.., os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade.., porque o Pai procura a tais que assim o adore”