Procura-se!
Quando observamos a vida de Jesus Cristo apenas no prisma de sua morte e ressurreição, perdemos a oportunidade de vê-lo como uma pessoa insuperável, carismática e extremamente amorosa. O final dessa observação, certamente nos levará a vivenciar um cristianismo amputado, incompleto, legalista e frio; enquanto o seu fundador exalava graça em suas atitudes e palavras.
Em uma de suas muitas provas de amor, Jesus resolveu encontrar-se com alguém que era de má fama em sua cidade, uma mulher marcada por sua própria história, uma vida despedaçada pela insaciabilidade do seu coração e atormentada por uma sede existencial de proporções incomensuráveis ante os olhos da humanidade. Uma mulher sedenta de Deus! Uma sede, maior apenas que seu desejo de completar-se como mulher, sendo feliz em uma união conjugal. Jesus encontrou-se com uma pessoa que possuía um vazio que só Ele poderia preencher. E Jesus a preencheu!
Mas o que mais me impressiona nesta belíssima passagem é a pergunta que a samaritana faz a Jesus no verso 20, após certificar-se (v.19) que realmente Jesus era um profeta por ter manifestado algo de sua vida pessoal: “Nosso pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar”
O que de belo há nesta história é o fato de uma mulher, comprovadamente adúltera, carregar este anseio em seu peito, sobre o lugar em que Deus poderia ser verdadeiramente adorado. Um anseio que jamais suspeitaríamos existir em tais pessoas.E tão espetacular quanto a pergunta é a resposta que Jesus irá dar a mulher: “mulher.., crê-me.., os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade.., porque o Pai procura a tais que assim o adore”
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