segunda-feira, 28 de setembro de 2009

SE MEU FUSCA FALASSE!

Zac 9:9 - Alegra-te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém; eis que o teu rei virá a ti, justo e salvador, pobre, e montado sobre um jumento, e sobre um jumentinho, filho de jumenta.

2 E disse-lhes: Ide à aldeia que está defronte de vós; e, logo que ali entrardes, encontrareis preso um JUMENTINHO, sobre o qual ainda não montou homem algum; soltai-o, e trazei-mo.
3 E, se alguém vos disser: Por que fazeis isso? dizei-lhe que o Senhor precisa dele, e logo o deixará trazer para aqui.
4 E foram, e encontraram o jumentinho preso fora da porta, entre dois caminhos, e o soltaram.



A era do “Fusca” acabou de uma forma inusitada para os adeptos da Teologia da Prosperidade:
 Crente que é crente (dizimista), não pode ter Fusca. O Fusca é sinal de pobreza de fé, incredulidade e OFENDE A IGREJA, ou melhor os adeptos da TP, depõe contra o que a “igreja” prega..
Quem pede Fusca a Deus, zomba de Deus, zomba da fé e é crente “Mané”, porque, dizem, “Deus tem o melhor para seus filhos”.
Ora, para quem não tem nada pouco é muito. Aprendi errado?!
Ouvi pregadores “ministrando” a “palavra de deus” cujo tema central era o Fusca;
 cuja ênfase era que ter Fusca, pedir Fusca era coisa de crente fraco e sem fé. Que era melhor andar a pé do que ter Fusca. Fiquei passado quando ouvi; quase não dei crédito de aquilo estava acontecendo diante dos meus olhos; já ouvira histórias mas nunca tinha presenciado. Foi uma experiência terrível e constrangedora.
Eu não tenho Fusca. Já tive dois. Nunca me deixaram na mão. Hoje não tenho Fusca e nem outro carro. As pernas tem sido boas companheiras e o sistemas de transportes Paulista tem me suprido quando o negócio é longa distâncias. Ainda assim, EU QUERO UM CARRO. UM BOM CARRO. SEI QUE O SENHOR DA FROTA ME ABENÇOARÁ NISSO.

Outro dia indo para a Igreja, debaixo de chuva, com mulher grávida (4 meses; glórias a Deus!) e um menino de 7 anos, vi passar uma família dentro de um fusca. Pensei: “com certeza é melhor que andar a pé”. Mas pensei comigo, não ousaria falar em público ou comentar com alguém que não minha esposa.

Terminado o culto quem tinha seus carros, que não eram Fuscas, foram embora enquanto peguei meu guarda-chuvas, mulher e filhos e me meti debaixo da mesma chuva. Passou por mim, como se fora provocação, um outro fusca com um casal dentro. Pensei: “com certeza é melhor que andar a pé”!


Vou continuar indo a pé para a Igreja, porque ainda que eu ganhe ou compre um Fusca não posso ir com ele à Igreja. Não depois do que ouvi. E se alguém me vê?! A risada  da Igreja, o deboche ainda soa em meus ouvidos.

Dizem os teólogos da prosperidade que o jumento era o meio de transporte (carro) principal da época de Jesus, e que Jesus, pasmem, não quis andar de carro “velho”, mas pediu um “ZERINHO”. Quase acreditei! Foi por pouco!. Só não cri porque o texto não diz isso, mas os teólogos sempre nos fazem acreditar que sim.

Bom, verdade seja dita, Jesus andou de carro ZERO ao que consta pelo menos uma vez na vida. Eu também já. Outros fizeram "obras maiores". E assim como "o burro não era dEle" o carro não era meu. Ele tomou emprestado prometendo que depois devolveria. Como realmente devolveu o que muito crente não faz com o bem alheio.

Bom, vou parar minha "choradeira", enquanto meu carro não vem!
Ouve um tempo em que o Evangelho era realmente muito simples.

Abração!

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