Um pregador visitante chocou-me com sua pregação sobre o rei Saul, no principio de seu reinado na noite de domingo (28/06).
A história se dá no capítulo 10 de I Samuel o profeta (grande homem!!)
Saul tinha sido ungido rei, porém o texto permite-nos entender que tanto não assumiu de imediato o reino, como também não disse a família e amigos próximos o que lhe havia ocorrido quando foi procurar as jumentas de seu pai e seu tremendo encontro com o profeta Samuel.
Bom, “terra que ninguém manda, mando eu!”. Se alguém não inventou este ditado acabo de inventá-lo!
Os Amonitas, beduínos, sem paradeiro certo e com o péssimo hábito de saquear o alheio se propuseram a invadir os povoados de Israel e levar “na caruda e no braço” o que eles haviam, com muito esforço, adquirido com o tempo.
Em tempos de negociações quem tem a melhor oferta leva, não é assim?! Veja a oferta dos amonitas e a contra-oferta dos israelenses:
1
¶ Então subiu Naás, amonita, e sitiou a Jabes-Gileade; e disseram todos os homens de Jabes a Naás: Faze aliança conosco, e te serviremos.
2
Porém Naás, amonita, lhes disse: Com esta condição farei aliança convosco: que a todos vos arranque o olho direito, e assim ponha esta afronta sobre todo o Israel.
3
Então os anciãos de Jabes lhe disseram: Deixa-nos por sete dias, para que enviemos mensageiros por todos os termos de Israel, e, não havendo ninguém que nos livre, então viremos a ti.
4
E, vindo os mensageiros a Gibeá de Saul, falaram estas palavras aos ouvidos do povo. Então todo o povo levantou a sua voz, e chorou.
Bonzinho esse Naás não?!
- Se não der o olho direito entro e arrebento!
Israel tinha um rei que não reinava. E onde estava Saul que não estava reinando? Estranhamente estava trabalhando na fazenda de seu pai como boiadeiro.
Enquanto estava cuidando de bois gente estava chorando, padecendo, sofrendo com as ameaças dos amonitas.
E aqui começa a grande lição:
Sempre haverá sofrimento para outros (família, amigos, parentes, etc..,) quando estivermos fora de nosso lugar. Saul deveria estar no palácio, ocupando-se das coisas do reino, e, por causa de sua omissão uma tragédia estava prestes a acontecer.
Ainda dá tempo para mim e para você, como deu para Saul, deixarmos nossa “junta de bois” e começar a agir corretamente.
Eu já parei a boiada, comecei a preparar a madeira, e já vou começar matar os bois. Ninguém na minha família irá sofrer por causa de minha negligência, de minha omissão. Vou governar com sabedoria de Deus. Vou assumir meu papel de marido, de Pastor, de amigo, de irmão e tudo mais, e ver assim a benção de Deus sobre todos.
Paz de Deus!!
Permita-me dizer:
ResponderExcluirTantos outros viram e viveram situações similares. Gideão fez igual. Provou que sabia, que podia, que valia, mas deixou "nas mãos de Deus" ou numa linguagem mais próxima "ao Deus dará". Seu filho Jotão, salvo por pouco, exclamou um dos mais importantes apólogos conhecidos e afirmou ao nosso espírito: "Se você não reinar o espinheiro reina". Assim percebi que o clamor da natureza me esperava e decidi manifestar-me. Para que o espinheiro não reine em meu lugar ... eis-me rei!