"Se não for agora quando será?
Se não nos convertermos agora que temos vida, como havemos de nos converter depois, quando pode ser que a não tenhamos? dizemos que não nos converteremos agora, mas que havemos de nos converter depois: e se o depois for agora? Se morrermos no estado atual, se não chegarmos a esse depois, que há de ser de nós?
Quanatos amanheceram e não anoiteceram!
Quantos se deitaram à noite e não se levantaram pela manhã!
Quantos, postos à mesa, morreram engasgados, sufocados com um bocado!
Quantos, indo por uma rua, os sepultou uma parede!
A quantos não levou uma bala perdida!
Quantos enlouqueceram de repente!
A quantos veio a febre com o delírio!
A quantos um derrame, uma apoplexia, a quantos infinitos acidentes que, ou tiraram o uso da razão, ou a vida!
Todos estes cuidavam que haviam de morrer de uma morte comum, como nós cuidamos, e quem nos deu a nós garantia de que uma destas coisas não possa nos acontecer?
Arrependei-vos!!!!
Nenhum comentário:
Postar um comentário